A equipe Acrebóticos, da Escola SESI de Referência de Rio Branco (AC), participou nesta semana, em Manaus, do torneio FIRST LEGO League (FLL) – temporada UNEARTHED, reforçando mais uma vez o papel da Acrebóticos como vitrine de robótica educacional no Acre. O desafio deste ano propôs identificar uma dificuldade enfrentada por arqueólogos e apresentar uma solução eficiente — e foi aí que o Acre entrou em cena com um projeto inspirado nos geoglifos amazônicos.
O desafio: unir arqueologia, tecnologia e preservação
A FLL é reconhecida mundialmente por promover aprendizagem prática e cidadania tecnológica. A temporada UNEARTHED exigiu que cada equipe:
• identificasse um problema real da arqueologia • desenvolvesse uma solução inovadora • apresentasse um projeto de impacto comunitário • executasse as missões técnicas no tapete oficial do Desafio do Robô
Tudo isso respeitando os Core Values: Descoberta, Inovação, Impacto, Inclusão, Trabalho em Equipe e Diversão — além de Gracious Professionalism® e Coopertition®, pilares éticos da liga.
FIRST LEGO League (FLL) – temporada UNEARTHED
Acrebóticos integra arqueologia e inovação na FLL
A solução desenvolvida pela Acrebóticos chamou atenção por transformar os geoglifos amazônicos em uma trilha pedagógica que conecta ciência, patrimônio e tecnologia:
• mitos e narrativas dos povos ancestrais • conhecimentos científicos sobre os sítios arqueológicos • a importância da preservação desses monumentos • métodos acessíveis de educação patrimonial
A proposta busca gerar consciência coletiva: quanto mais a população entende o valor dos geoglifos, mais tempo e condições os arqueólogos ganham para estudar, documentar e proteger esse patrimônio histórico.
FIRST LEGO League (FLL) – temporada UNEARTHED
Expansão para escolas e espaços educativos
A Acrebóticos consolidou-se como referência no Acre, resultado de esforço contínuo, disciplina e dedicação exemplar. O projeto deixou de ser apenas uma iniciativa escolar para se tornar uma verdadeira mola propulsora que inspira outras instituições. A proposta pode — e deve — alcançar todos os públicos e faixas etárias, ampliando seu impacto em:
• escolas públicas e privadas • museus, bibliotecas e centros culturais • eventos de ciência e tecnologia
A meta é que o projeto ultrapasse os limites da FLL e se transforme em uma ferramenta permanente de educação amazônica, fortalecendo vocações científicas e preservando a memória ancestral da região.
FIRST LEGO League (FLL) – temporada UNEARTHED
A equipe que representou o Acre
7º ano: Filipe Muniz, Ysadora Nascimento, Luiza Aguiar 8º ano: Maria Clara, Daniel Pereira, Luiz Francisco 9º ano: Annie Heloíse, Breno da Mota, Beatriz Sales
Técnicos responsáveis: Eucimar Rocha e Jusley Santos.
Para alegria dos alunos do SESI, a equipe Acrebóticos conquistou o Champion’s Award da FIRST LEGO League (FLL), garantindo o terceiro lugar geral. Com o resultado, a Acrebóticos está classificada para o Circuito Nacional, que será realizado na Bienal de São Paulo em 2026. Parabéns aos Técnicos responsáveis: Eucimar Rocha e Jusley Santos.
Acrebóticos conquistou o Champion’s Award da FIRST LEGO League (FLL), garantindo o terceiro lugar geral.
O que se sabe até agora
• A Acrebóticos concluiu todas as missões técnicas e ajustes do robô. • O projeto da Acrebóticos foi validado por educadores e pesquisadores. • Acrebóticos conquistou o Champion’s Award da FIRST LEGO League (FLL), garantindo o terceiro lugar geral e estará representando o estado na Bienal em São Paulo em Março de 2026
FAQ — Perguntas rápidas
1. O que é a FLL? Um torneio internacional de robótica educacional que estimula solução de problemas reais.
2. Por que os geoglifos foram escolhidos? Porque são patrimônios arqueológicos únicos da Amazônia e exigem preservação urgente.
3. O Acre já competiu antes? Sim. O SESI Acre é referência regional em equipes de robótica e inovação.
A Acrebóticos levou para a FLL mais do que um robô: levou identidade amazônica, ciência e memória ancestral.
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Por Eliton Lobato Muniz — Cidade AC News Baixe os apps do grupo: Apple Store | Android Store Rádio ao vivo: https://www.radiocidadeac.com.br
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Fotos Cedidas:
FIRST LEGO League (FLL) – temporada UNEARTHEDAcrebóticos robótica apresenta projeto sobre geoglifos amazônicos na FLL em Manaus
Fachada da SESACRE em Rio Branco (AC), sede da gestão estadual de saúde
Na gestão atual da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), chefiada pelo médico Pedro Pascoal, profissional formado em medicina e com histórico de atuação no SAMU e em diferentes unidades da rede pública, a imagem inicial de eficiência técnica foi marcada por avanços visíveis na logística e pela redução das crises de desabastecimento que, no passado, eram constantes nas manchetes. No entanto, relatos de servidores e usuários apontam fragilidades na condução da política de recursos humanos, na resolutividade da rede de atenção básica e até no fornecimento de medicamentos comuns, o que levanta questionamentos sobre a real prioridade da pasta e sobre a coerência entre discurso e prática.
Um gestor técnico que conhece a ponta
Pedro Pascoal não chegou à Sesacre como um político tradicional. Ele é médico, e sua trajetória profissional foi marcada pela atuação direta em unidades de urgência, especialmente no SAMU. Essa vivência lhe deu um olhar diferenciado sobre a realidade dos atendimentos e o cotidiano de profissionais que trabalham em condições muitas vezes precárias.
O fato de conhecer a rotina de plantões, a falta de insumos e as limitações da rede de saúde foi um dos argumentos que sustentaram sua escolha para o cargo. A lógica era simples: se alguém já viveu os problemas da ponta, teria condições de conduzir soluções mais realistas na gestão central.
Contudo, ao longo do tempo, a prática mostrou que ser técnico não basta. Governar a saúde pública exige também liderança política, capacidade de comunicação e, sobretudo, valorização do servidor.
Avanços logísticos reconhecidos
É preciso reconhecer que a Sesacre, sob comando de Pascoal, conseguiu reduzir os chamados “apagões” — momentos em que a falta de medicamentos atingia toda a rede e ocupava manchetes negativas. Produtos como dipirona, omeprazol e antibióticos básicos, que antes eram constantemente apontados como ausentes, tiveram uma reposição mais organizada.
Houve melhorias também no fluxo de insumos hospitalares, na regulação de leitos e na organização de compras emergenciais. Para o paciente comum, isso significou menos idas em vão à farmácia de referência.
Mas esse avanço não foi suficiente para neutralizar outras falhas que permanecem: servidores desmotivados, processos administrativos em excesso e denúncias de desabastecimento pontual de itens essenciais.
Servidores entre processos e desvalorização
A crítica mais recorrente é o distanciamento da gestão em relação aos servidores. Estima-se que centenas de trabalhadores da saúde estejam hoje em processos administrativos disciplinares (PADs). Muitos relatam sensação de perseguição e falta de diálogo, o que fragiliza o ambiente interno.
Na visão de sindicatos e representantes de classe, a secretaria estaria mais preocupada em manter a imagem institucional do que em valorizar quem sustenta o sistema. O gabinete, que deveria funcionar como porta aberta para o servidor, é visto como blindado e inacessível.
Essa postura gera um paradoxo: ao mesmo tempo em que o secretário é lembrado por visitar unidades e ouvir pacientes, internamente sua equipe é criticada por falta de acolhimento e por decisões consideradas autoritárias.
Em 2023, Pedro Pascoal fez duas declarações que ecoaram dentro e fora dos corredores da Sesacre. Primeiro, afirmou: “Eu sou médico e pretendo trabalhar na Saúde que eu vou deixar depois dos quatro anos, então a valorização dos servidores tem que ser de uma forma urgente.” Segundo, reforçou: “Desistir não é uma opção. Vamos lutar até o último minuto.” Essas frases, ditas com firmeza no início da gestão, hoje voltam à tona como contraste. Para servidores que enfrentam PADs e para usuários que relatam falta de medicamentos, a sensação é de que o compromisso assumido não foi plenamente traduzido em ações.
Reflexão necessária
O afastamento do trabalho, as terapias, os medicamentos e a socialização não são favores, mas direitos fundamentais do servidor. Negá-los é violar a dignidade humana. Ainda assim, o Estado trata o adoecimento como indisciplina, ignorando as causas estruturais: sobrecarga, falta de apoio e ambiente precário.
O resultado é um ciclo perverso: o servidor adoece, não recebe suporte, é punido e judicializa. Esse modelo enfraquece não apenas o sistema de saúde, mas também a confiança nas instituições.
A pergunta central que o Acre precisa responder é: qual o valor da vida e da saúde do servidor para o Estado? A resposta definirá como a sociedade entende a relação entre trabalho, dignidade e humanidade.
Faltam medicamentos básicos nas UPAs
A percepção pública da saúde costuma se traduzir na prateleira da farmácia. Se o remédio está disponível, há confiança. Se falta, a descredibilização é imediata.
Embora os grandes apagões de anos anteriores tenham sido controlados, usuários relatam recentemente falta de medicamentos básicos em unidades de pronto-atendimento. Mensagens encaminhadas à redação citam desabastecimento em itens de uso rotineiro. Essa fragilidade, mesmo que pontual, corrói o discurso de eficiência.
A falta de medicamentos na rede pública do Acre é uma mini-série que invariavelmente se transforma em novela, repetida a cada temporada com novos capítulos de frustração. Hoje, relatos dão conta de que itens básicos e indispensáveis como prometazina, omeprazol e até tramal injetável estão em falta em unidades de referência e nas UPAs. Não são medicamentos de luxo, mas remédios corriqueiros, usados tanto em situações de urgência quanto em tratamentos contínuos.
A ausência desses insumos evidencia a fragilidade da logística e da governança clínica: o problema deixa de ser técnico para se tornar humano, pois compromete diretamente a qualidade do atendimento e a confiança do paciente no SUS. Quando um pai sai de madrugada em busca de prometazina para uma criança alérgica e encontra a prateleira vazia, ou quando um idoso não encontra omeprazol para o tratamento gástrico, não há justificativa burocrática que sustente a falha. A novela da falta de medicamentos não apenas corrói a credibilidade da gestão, mas expõe, em cada episódio, o custo social da ineficiência.
Gestão de saúde não se mede apenas em relatórios ou indicadores internos. Mede-se também na experiência do paciente que chega a uma UPA em busca de dipirona para uma criança com febre e sai sem atendimento adequado.
Saúde e política no mesmo tabuleiro
A Sesacre é a maior secretaria do governo do Acre. Comanda mais de 8 mil servidores, administra hospitais, UPAs, unidades básicas e a logística de medicamentos em 22 municípios. É uma estrutura que consome uma fatia significativa do orçamento estadual e que influencia diretamente a vida de praticamente toda a população.
Nesse cenário, a presença de Pedro Pascoal como possível pré-candidato a deputado federal deixa de ser apenas especulação: sua candidatura já é uma realidade dentro da Sesacre. A estratégia, segundo fontes internas, é inspirada no modelo utilizado por José Augusto Soares, o “Aiache”, eleito vereador em 2024 após usar a máquina de forma articulada. A diferença, desta vez, é a ambição maior: transformar a estrutura da saúde estadual em trampolim para uma vaga na Câmara Federal.
Além disso, Pascoal foi eleito recentemente vice-presidente da Região Norte do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), um posto que lhe dá visibilidade nacional e reforça sua imagem de gestor técnico e articulado. Esse título, que poderia fortalecer políticas públicas e parcerias, também serve como ativo político para pavimentar sua campanha.
E aqui está o ponto mais grave: quando há uma pretensão política no meio do caminho, tudo muda — os interesses, a velocidade de alguns processos, as prioridades de gestão. O que era para ser cuidado com zelo, vira um gabinete de negociações políticas. É nesse momento que tudo perde o sentido. O usuário sente, o servidor sente, e a própria secretaria sente o peso de uma máquina que se move mais pela lógica da campanha do que pela lógica da vida.
A fragilidade da governança clínica
Governança clínica é um conceito que envolve três pilares: eficiência logística, valorização do capital humano e transparência.
Eficiência logística: houve avanços, mas falhas persistem em medicamentos básicos.
Capital humano: centenas de servidores em PADs e relatos de desmotivação fragilizam o sistema.
Transparência: a comunicação institucional tenta blindar a imagem, mas não responde de forma clara às denúncias de desabastecimento.
O resultado é um sistema que avança em alguns pontos, mas permanece frágil no essencial: a confiança da população.
O que se sabe até agora
O secretário Pedro Pascoal é médico e atuou no SAMU antes de assumir a Sesacre.
A secretaria reduziu os grandes apagões de medicamentos.
Servidores relatam desvalorização e excesso de processos administrativos.
Usuários denunciam falta recente de remédios como prometazina, omeprazol e tramal injetável.
Em 2023, Pascoal prometeu valorização urgente dos servidores e disse que “desistir não é uma opção”.
Sua candidatura a deputado federal já é tratada como realidade na Sesacre.
Foi eleito vice-presidente da Região Norte do Conass.
Especialistas apontam risco de desgaste eleitoral se as falhas não forem corrigidas.
FAQ – Perguntas e respostas
1. Quem é Pedro Pascoal? Médico acreano, com atuação destacada no SAMU e experiência em unidades da rede pública.
2. O que melhorou na gestão dele? Controle dos apagões de insumos e melhorias logísticas em hospitais e UPAs.
3. E os problemas? Falta de acolhimento aos servidores, PADs em excesso e falta de medicamentos básicos.
4. A falta de medicamentos continua? Sim, ainda há denúncias em unidades de ponta, mesmo após avanços logísticos.
5. Quantos servidores a Sesacre administra? Mais de 8 mil, distribuídos em todo o estado.
6. O gestor é pré-candidato? Sim, sua candidatura a deputado federal é tratada como realidade nos bastidores da Sesacre.
7. Isso interfere na saúde? Críticos dizem que divide prioridades entre gestão e política.
8. O SUS no Acre é sustentável nesse ritmo? Especialistas alertam que, sem valorização dos servidores, há risco de retrocesso.
9. Qual o maior desafio hoje? Reconstruir a confiança de servidores e pacientes, garantindo remédios e acolhimento.
10. O que esperar daqui pra frente? Se a gestão não ajustar o foco, a novela da falta de medicamentos pode voltar a ser manchete frequente.
Conclusão – Editorial opinativo
A Sesacre avançou em logística, mas a saúde pública não se resume a planilhas e licitações. É feita de gente cuidando de gente. Quando servidores se sentem perseguidos e pacientes não encontram prometazina ou omeprazol, o discurso de gestão técnica perde força.
Pedro Pascoal pode ser um bom médico, mas precisa mostrar que é também um bom gestor de pessoas e de prioridades. O maior patrimônio da saúde não está apenas nos remédios, mas no servidor motivado e no cidadão que confia no SUS.
Gestão técnica sem gestão humana é gestão incompleta. E incompletude, em saúde, cobra seu preço em credibilidade, em votos e, sobretudo, em vidas.
Eu acreditei em você, Dr. Essa frase, que poderia ser dita por qualquer servidor ou paciente, carrega a dor da decepção e a urgência de quem não pode mais esperar.
O Acre não pode mais esperar. A saúde pública não sobrevive de discursos. Ou Pedro Pascoal age agora, ou será mais um nome na longa lista dos que prometeram muito, mas deixaram pouco.
👉 Este espaço é para você. 📌 Se é servidor da saúde, conte: há acolhimento, respeito e motivação? 📌 Se é usuário do SUS, relate: encontrou medicamento, atendimento digno ou enfrentou falta em sua unidade?
📢 Sua voz fortalece a fiscalização social e mostra o que os relatórios oficiais não revelam. Saúde pública se constrói com transparência, participação e coragem.
Editorial de Jornalismo Portal Cidade AC | News — Rio Branco — Acre / Brasil Fundado em 2023 em Rio Branco, Acre, o Cidade AC News consolidou-se como referência no jornalismo regional e nacional. Combinando rádio, portal e redes sociais, entrega informação com clareza, velocidade e confiança. Mantém foco em cobertura hiperlocal, credibilidade editorial e inovação digital a serviço da comunidade.
Rio Acre em Rio Branco durante a estiagem, com lixo acumulado nas margens.
Em Rio Branco, a estiagem deixou de ser exceção para virar rotina. O Rio Acre baixou, as torneiras secaram, os baldes viraram moeda de sobrevivência e os discursos oficiais, mais uma vez, encheram mais que qualquer caixa d’água. A cada ano, a cena se repete com nova maquiagem, mas o roteiro é sempre o mesmo: promessa em alta, planejamento em baixa.
A política do improviso
Aqui, toda seca é tratada como se fosse a primeira. Autoridade corre para coletiva, anuncia “medidas emergenciais” e posa ao lado de um carro-pipa. É uma encenação que se renova a cada setembro, como novela reprisada em horário nobre. O final, porém, o leitor já sabe: a água some, e a gestão segue improvisando.
É como se o improviso fosse política pública. Em vez de planejamento, vêm justificativas. Em vez de obras estruturantes, vêm discursos de ocasião. Enquanto isso, o povo se adapta como pode: balde na cabeça, mangueira atravessada na rua, banho de cuia e café reaproveitado.
O que se sabe até agora
O Rio Acre permanece abaixo da cota de segurança.
A estiagem já compromete escolas, hospitais e bairros inteiros.
Carros-pipa não suprem a demanda e, muitas vezes, chegam “evaporados”.
Segundo a previsão, a chuva só retorna em novembro.
Reflexo do descaso
A seca não é surpresa — todo ano ela dá as caras com pontualidade britânica. Surpresa mesmo seria encontrar um gestor preparado. O que falta em água, sobra em desculpa. “Não houve previsão”, “o sistema é antigo”, “a culpa é do clima”. Sempre existe um culpado externo, raramente um responsável interno.
O rio, esse sim, não engana: baixa e mostra tudo que a cidade insiste em esconder. Sofá, bicicleta, geladeira, fogão — não é apenas entulho, é metáfora. O Rio Acre é o espelho da nossa cultura de jogar problema na correnteza e torcer para que desapareça.
O humor que cansa
O acreano é criativo. Improvisa banho de cuia, faz fila na casa do vizinho e até transforma mangueira em ponte. Dá para rir, até certo ponto. Depois de alguns dias, o humor perde a graça, e o improviso cobra caro.
Ironia das ironias: em plena Amazônia, onde a chuva é marca registrada, a capital aprende a viver como se fosse sertão. O que nos falta não é recurso natural. É gestão — e, sejamos honestos, também consciência coletiva.
Perguntas rápidas, respostas diretas
As dúvidas que sempre retornam são simples: por que a seca pega Rio Branco de surpresa todo ano? Porque planejamento, por aqui, virou mito urbano. O que poderia mudar esse cenário? Investimento real, diversificação de mananciais e menos coletiva de imprensa, mais entrega concreta.
Quando o rio baixa, a realidade aparece
E não é só a gestão que falha — nós também temos parcela de culpa. O sofá e a geladeira não caíram sozinhos no leito do rio. Foi a sociedade que tratou o manancial como depósito. Da mesma forma, o desperdício que escorre pela torneira enquanto o vizinho raciona na cuia não é culpa de político. É nosso.
Sim, o poder público é mestre no improviso, mas nós também nos acostumamos com a acomodação. A estiagem expõe o problema duplo: falta responsabilidade lá em cima e sobra descuido aqui embaixo.
Conclusão
A crise hídrica em Rio Branco não é apenas climática. É política, social e cultural. A natureza cumpre seu ciclo: seca no verão, cheia no inverno. Já a gestão insiste em não cumprir o seu, e a população muitas vezes prefere reclamar sem mudar hábitos.
Enquanto isso, seguimos no improviso: transformando balde em coroa, mangueira em ponte e carro-pipa em milagre sobre rodas. Rimos para não chorar, mas a verdade é que improviso não enche caixa-d’água. E cada vez que repetimos esse roteiro, quem paga a conta — salgada e sem desconto — é sempre o mesmo: o cidadão.
💬 E você, vizinho: vai esperar o carro-pipa ou já entendeu que a próxima seca não perdoa nem a nossa própria falta de responsabilidade?
Editorial de Jornalismo Portal Cidade AC | News — Rio Branco — Acre / Brasil Fundado em 2023 em Rio Branco, Acre, o Cidade AC News consolidou-se como referência no jornalismo regional e nacional. Combinando rádio, portal e redes sociais, entrega informação com clareza, velocidade e confiança. Mantém foco em cobertura hiperlocal, credibilidade editorial e inovação digital a serviço da comunidade
Demissões na saúde do Acre expõem fragilidade legal e abandono de servidores
O Acre atravessa uma das mais graves crises morais e administrativas de sua história. Centenas de servidores efetivos da saúde pública, já fragilizados por transtornos mentais e dependência química, estão sendo demitidos via Processos Administrativos Disciplinares (PADs) como se fossem culpados por adoecer. O que deveria ser enfrentado como direito à saúde virou carimbo de punição.
Esses trabalhadores não são eventuais, mas servidores de carreira, concursados e estáveis, que por anos sustentaram hospitais e postos de saúde mesmo em meio à falta de estrutura e à sobrecarga de trabalho. Muitos adoeceram justamente por conta do ambiente exaustivo, da pressão constante e da ausência de suporte institucional. Ainda assim, em vez de receberem tratamento, foram transformados em alvo de processos que os reduzem a números em portarias.
O Estado, que deveria ser o primeiro a proteger, mostra frieza e indiferença. Ignora laudos, atropela fluxos periciais obrigatórios e transforma sofrimento em “falta funcional”. Essa escolha não é apenas administrativa: é ética, legal e moral.
Profissionais de saúde enfrentam sobrecarga e adoecimento em meio a PADs no Acre
O que a lei assegura
Estatuto do Servidor (LC nº 39/1993)
Licença médica de até 730 dias remunerados.
Avaliação obrigatória pela junta médica oficial do Estado.
Garantia de contraditório e ampla defesa.
Política Estadual de Saúde Mental (Leis nº 4.314/2024 e nº 4.556/2025)
Atendimento psicológico, psiquiátrico e multiprofissional custeado pelo Estado.
Programas de prevenção ao suicídio e combate à dependência química.
Readaptação funcional e vedação à discriminação.
Em síntese: saúde mental e vícios incapacitantes exigem cuidado e tratamento, não punição.
Fluxo legal de avaliação de saúde
Conforme a Lei Complementar nº 39/1993 (de autoria do então deputado Romiudo Magalhães), o processo de avaliação da capacidade laborativa deve seguir este fluxo obrigatório:
Especialista médico avalia o servidor;
Encaminhamento para a Junta Médica da Acreprevidência;
Emissão de Laudo Médico Pericial oficial.
Com base no laudo, só então podem ser definidas três condições:
Retorno ao trabalho;
Mudança de função (readaptação);
Prorrogação do prazo de afastamento, que pode chegar a 730 dias remunerados.
Fragilidades do processo atual
Muitos servidores relatam que não tiveram esse fluxo respeitado.
Há questionamentos se as notificações publicadas apenas no Diário Oficial substituem a comunicação direta: “Foi colocado no DOE na busca de funcionário?”
Sem o salário, trabalhadores ficam impossibilitados de manter medicação, alimentação e exames médicos, agravando ainda mais seu estado de saúde.
Onde a realidade falha
Servidores foram notificados apenas pelo Diário Oficial, sem ciência efetiva.
PADs instaurados sem laudos completos da junta médica.
Faltou acompanhamento multiprofissional previsto em lei.
O adoecimento foi tratado como indisciplina.
Essas falhas comprometem a legalidade dos processos e podem levar à nulidade dos PADs e à reintegração de servidores demitidos, com indenizações retroativas.
Riscos para o Estado e para os servidores
Para os servidores
Agravamento de transtornos e risco de suicídio.
Perda de renda e exclusão social.
Estigma permanente no histórico funcional.
Impossibilidade de readaptação profissional.
Para o Estado
Reintegrações em massa e pagamentos retroativos.
Indenizações milionárias por danos materiais e morais.
Responsabilização administrativa de gestores.
Judicialização coletiva com sindicatos e Defensoria.
Fragilização ainda maior da rede de saúde pública.
⚖️ Em resumo jurídico
Há brechas constitucionais, internacionais e administrativas para contestar as demissões.
O Estado corre risco de nulidade dos PADs, indenizações coletivas, ação por improbidade administrativa e até responsabilização pessoal de gestores.
A defesa mais forte se ancora em três pilares:
Contraditório negado;
Junta médica ignorada;
Política de Saúde Mental descumprida.
Profissionais de saúde enfrentam sobrecarga e adoecimento em meio a PADs no Acre
Reflexão necessária
O afastamento temporário do trabalho, o acesso a terapias regulares, o fornecimento de medicamentos adequados e a possibilidade de socialização não são privilégios ou favores que o Estado concede a quem adoece. São direitos fundamentais garantidos por lei, conquistados ao longo de décadas de luta e reafirmados em marcos constitucionais e estatutários. Negar esses direitos é mais do que falhar na gestão: é violar a essência da dignidade humana.
Um servidor que adoece precisa de acolhimento, de escuta, de cuidado especializado e de suporte multiprofissional. O que se vê, no entanto, é um Estado que insiste em tratar o adoecimento como se fosse indisciplina, improdutividade ou até desleixo. Essa inversão de lógica desrespeita não apenas a legislação em vigor, mas também os valores éticos mais básicos de qualquer sociedade civilizada.
É preciso lembrar que o adoecimento não acontece em um vácuo. Ele é fruto de pressões diárias no ambiente de trabalho, da sobrecarga de funções, da falta de estrutura e da ausência de suporte institucional. Punir o trabalhador nesse contexto é transferir para o indivíduo a culpa de um sistema que já nasceu combalido. Mais do que um erro jurídico, é um erro estrutural que mina a confiança no Estado e agrava a fragilidade da máquina pública.
O ciclo perverso é claro e já se repete: o servidor adoece → não recebe apoio → é estigmatizado → é punido → judicializa sua situação → e o resultado é um sistema de saúde cada vez mais enfraquecido e uma população desassistida. Trata-se de um círculo vicioso que corrói tanto a base humana do serviço público quanto a confiança social nas instituições.
A reflexão que se impõe é dura, mas inevitável: qual é o valor da vida e da saúde do servidor para o Estado do Acre? Ao responder a essa pergunta, o governo não estará apenas decidindo sobre processos administrativos; estará definindo como a sociedade inteira enxerga a relação entre trabalho, dignidade e humanidade.
O Acre precisa tomar uma decisão histórica. E essa escolha não pode mais ser adiada. O Estado será lembrado como uma administração que acolheu seus servidores no momento mais frágil de suas trajetórias ou como uma máquina fria que os puniu quando mais precisavam de apoio?
Optar pelo acolhimento significa aplicar a lei como está escrita: garantir licença médica remunerada, laudos periciais completos, acompanhamento multiprofissional e políticas públicas de saúde mental que já foram aprovadas pela Assembleia Legislativa. Significa reconhecer que o servidor público não é descartável, mas sim peça central na engrenagem que garante atendimento de saúde à população. É reafirmar que cuidar de quem cuida é não apenas um dever legal, mas um compromisso moral.
Escolher a via da punição, ao contrário, significará perpetuar a injustiça e abrir espaço para um colapso administrativo e social. Serão inevitáveis as reintegrações determinadas pela Justiça, as indenizações milionárias por danos materiais e morais, a responsabilização administrativa de gestores omissos e a desconfiança crescente da população em relação às instituições. Pior: significará carregar a marca de um Estado que virou as costas para seus trabalhadores em sofrimento.
Nossa posição, como editorial, é clara e inegociável: demitir servidores adoecidos é uma afronta à lei, à ética e à humanidade. O caminho correto está traçado na legislação estadual e federal: prevenir, tratar, readaptar, escutar e proteger. O que falta é vontade política de transformar letra de lei em prática cotidiana.
A história julgará essa decisão. O Acre pode ser lembrado como referência em proteção aos seus trabalhadores ou como exemplo de abandono e indiferença. O rumo que será seguido depende de coragem, sensibilidade e compromisso com a dignidade humana. E esse é o teste que o Estado precisa enfrentar agora.
Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (ratificada pelo Decreto nº 6.949/2009) Planalto — Decreto 6.949/2009
Este texto tem caráter de opinião editorial, baseado em documentos oficiais, legislação vigente e relatos públicos. Não representa julgamento jurídico individual, mas uma análise institucional e jornalística sobre políticas públicas em andamento.
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3º Festival do Carneiro em Rio Branco terá 1,5t de carneiro e show nacional
A Associação dos organizadores locais realiza o 3º Festival do Carneiro, um open food beneficente com 1,5 tonelada de carneiro, no dia 20 de setembro, das 16h às 22h, na Chácara Modelo, em Rio Branco (AC), com o objetivo de celebrar a gastronomia e arrecadar em prol de projetos sociais, em um evento que reúne comida liberada, shows ao vivo e ingressos à venda pela Bilheteria Digital e pontos físicos.
Sabor, música e solidariedade: 3º Festival do Carneiro chega para marcar o calendário cultural do Acre
O que vai rolar
Prepare-se para uma experiência única. O 3º Festival do Carneiro promete unir o que Rio Branco mais gosta: boa comida, música ao vivo e solidariedade. O evento vai transformar a Chácara Modelo no ponto de encontro dos acreanos neste sábado, dia 20.
Serão 6 horas de open food, com 1,5 tonelada de carneiro abatido no Frigorífico Annasara, referência em qualidade. O cardápio será servido sem interrupções, garantindo que ninguém fique de fora da festa gastronômica. E, claro, haverá venda de bebidas à parte para completar o clima.
Além do sabor, o festival é beneficente, fortalecendo o lado social da festa. Participar é também apoiar projetos e iniciativas que geram impacto positivo na comunidade.
Atrações musicais
O line-up foi pensado para agradar públicos diversos:
Machine Blues abre os trabalhos com muito rock clássico.
Gil e Banda traz a força do sertanejo raiz e universitário.
DJ Carlos comanda as batidas no pôr do sol até a noite.
Léo Rodriguez, atração nacional, fecha a noite em grande estilo.
O cantor Léo Rodriguez é dono de sucessos que embalam festas e playlists em todo o Brasil. No repertório esperado para Rio Branco, estarão hits como “A Fila Anda”, “Poemas e Versos”, “Não Esqueço”, “O Cara Certo” e “Alguém do Meu Lado” (em parceria com Juliano). É garantia de muita cantoria e energia contagiante.
Ingressos e pontos de venda
O ingresso promocional do 1º lote custa R$ 140,00, com direito ao open food completo. As vendas estão abertas na plataforma oficial:
Além disso, quem preferir pode comprar nos pontos físicos, disponíveis nas Conveniências Pão de Queijo espalhadas por Rio Branco. Mas atenção: os lotes são limitados e a procura é intensa.
Por que você não pode perder
👉 6 horas de carneiro à vontade.
👉 1,5 tonelada preparada exclusivamente para o festival.
👉 Show nacional com Léo Rodriguez.
👉 Música para todos os gostos: rock, sertanejo e DJ.
👉 Evento beneficente que transforma diversão em solidariedade.
👉 Oportunidade única de viver uma noite histórica em Rio Branco.
O que se sabe até agora
Data: 20 de setembro
Horário: 16h às 22h
Local: Chácara Modelo, Rio Branco (AC)
Ingresso: R$ 140,00 (1º lote)
Open food: 6 horas de carneiro liberado
Atrações: Machine Blues, Gil e Banda, DJ Carlos e Léo Rodriguez
Venda online: Bilheteria Digital
Pontos físicos: Conveniências Pão de Queijo
Conclusão
O 3º Festival do Carneiro não é apenas um evento: é O EVENTO do dia em Rio Branco. Uma festa que já entrou no calendário cultural do Acre e que promete lotar a Chácara Modelo. Imagine reunir os amigos, curtir shows inesquecíveis, cantar junto com Léo Rodriguez e ainda se deliciar com um open food de 1,5 tonelada de carneiro. É a combinação perfeita de sabor, música e solidariedade em uma noite que vai ficar na história.
Se você ainda não comprou o ingresso, não deixe para depois. Os lotes são limitados e a cidade inteira está se organizando. Se você não estiver lá, pode ter certeza: seus amigos estarão. Não perca a chance de ser parte dessa festa. Garanta já o seu ingresso na Bilheteria Digital, convide a galera e prepare-se para viver uma experiência única em Rio Branco.
3º Festival do Carneiro em Rio Branco terá 1,5t de carneiro e show nacional
Serviço
@festivaldocarneiro 3º Festival do Carneiro — Um festival open food beneficente!
🗓️ Dia 20.09
🕒 16h
🚩 Chácara Modelo – Rio Branco
🎟️ Venda: Bilheteria Digital + Conveniências Pão de Queijo
Agradecimentos aos patrocinadores
Recol Ford — @recolveiculosford | (68) 3302-0960 | AC-40, 1273 – Via Chico Mendes, Rio Branco
Sem Fronteiras Ultra Fibra — @semfronteirasac | semfronteiras.net.br
Por Eliton Lobato Muniz — Cidade AC News
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Corte Especial do STJ rejeita recurso de Gladson Cameli por unanimidade em ação penal da Operação Ptolomeu.
Governador do Acre sofre nova derrota no STJ em ação penal – O Gladson Cameli (PP), apelidado de “Dançarino” por divulgar vídeos em festas oficiais, teve recurso negado pela Corte Especial do STJ. A decisão mantém em curso a Ação Penal 1067/DF, que apura desvios de R$ 150 milhões. O caso ganha força no Acre e pode redefinir o cenário político em 2025.
Corte Especial do STJ rejeita recurso de Gladson Cameli por unanimidade em ação penal da Operação Ptolomeu.
O Cameli sofreu nova derrota nesta quarta-feira (3), quando o Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou, por unanimidade, o Agravo Regimental apresentado por sua defesa. Cameli é réu por corrupção passiva, peculato, fraude em licitações, lavagem de dinheiro e organização criminosa, no âmbito da Operação Ptolomeu, deflagrada pela Polícia Federal em 2019.
📑 Decisão oficial (APn nº 1076/DF – 2021/0044467-7): “Conhecido o recurso de Gladson de Lima Cameli e não provido, por unanimidade, pela Corte Especial. Proclamação Final de Julgamento: a Corte Especial, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto da Sra. Ministra Relatora Nancy Andrighi.”
Nos últimos dias, Cameli intensificou articulações em Brasília, tentando adiar o julgamento. No Acre, circularam rumores sobre um “acordão” para salvar o mandato, desmentidos como estratégia de propaganda.
Por que importa
A negativa da relatora Nancy Andrighi representa a terceira derrota consecutiva da defesa. O argumento central era aguardar definição do STF sobre o Tema 990 (corrupção ligada a crimes eleitorais) e o Tema 1.404 (compartilhamento de dados do COAF). Andrighi, porém, ressaltou que o STJ já consolidou entendimento validando o uso de relatórios do COAF.
Esse movimento reforça a imagem de enfraquecimento político do governador, que permanece no cargo, mas cada vez mais pressionado por investigações.
A Procuradoria-Geral da República e a Controladoria-Geral da União sustentam que os desvios chegaram a R$ 150 milhões. Entre os contratos suspeitos, está o firmado com a Murano Construções Ltda., avaliado em R$ 18 milhões, com sobrepreço de R$ 8 milhões.
Os recursos, segundo a investigação, teriam financiado um apartamento de R$ 5 milhões em São Paulo e veículos de luxo para familiares do governador.
O caso repercute em Rio Branco, onde setores da sociedade civil e opositores políticos pressionam por mais transparência.
A Operação Ptolomeu é considerada a maior investigação contra corrupção já registrada no Acre. Desde 2019, o inquérito reúne centenas de documentos e relatórios da Polícia Federal, CGU e MPF.
O Governador do Acre Gladson Cameli já sofreu outras tentativas de afastamento, mas conseguiu manter-se no cargo. Esta nova derrota, entretanto, reforça a tese de que a Corte Especial pode levar o caso a julgamento em breve.
Próximos passos
O voto da ministra Nancy Andrighi será revisado pelo ministro João Otávio de Noronha antes da inclusão em pauta da Corte Especial. O julgamento está previsto para 2025, sem data definida.
Se Cameli for cassado ou afastado, a sucessão no Acre seguirá a ordem constitucional: o vice-governador Mailza Gomes (PP) assumiria o comando do Estado. Isso mudaria significativamente a correlação de forças políticas, já que Mailza mantém diálogo com grupos de oposição e setores evangélicos, podendo redesenhar alianças para as eleições de 2026.
Enquanto isso, a permanência de Cameli mantém a crise política aberta no Acre, aumentando a expectativa de desdobramentos que podem impactar diretamente a sucessão estadual.
STJ rejeitou, por unanimidade, recurso de Gladson Cameli.
Governador é acusado de liderar esquema de R$ 150 milhões.
Julgamento final da Corte Especial pode ocorrer ainda em 2025.
O que isso significa para o Acre
A nova derrota do governador evidencia um desgaste crescente da classe política local. Enquanto a economia acreana enfrenta desafios, o foco do governo se volta para a sobrevivência judicial do chefe do Executivo.
Para a sociedade, isso reforça a desconfiança em relação ao uso de recursos públicos e aumenta a cobrança por mecanismos de fiscalização mais rígidos. O cenário futuro pode abrir espaço para novas lideranças, caso Cameli perca força ou seja afastado.
Conclusão
O caso Gladson Cameli segue como um divisor de águas na política acreana. O desfecho poderá influenciar eleições futuras e consolidar um debate sobre ética na gestão pública.
Se houver cassação, o Acre pode passar por uma reconfiguração imediata do poder, com o vice assumindo e novas alianças sendo testadas. Para a população, isso representa tanto o risco de instabilidade quanto a possibilidade de renovação política.
👉 Você acredita que a cassação de Cameli abriria espaço para novas lideranças no Acre ou fortaleceria grupos já estabelecidos?
✍️ Eliton Muniz – Editor do Cidade AC News 📲 Entre em contato pelo nosso WhatsApp
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) solicitou, por meio de despacho ministerial, que o Estado adote medidas urgentes para convocar os aprovados no concurso da Polícia Civil de 2017. A medida foi tomada após uma inspeção realizada pelo MPAC na Delegacia de Senac Madureira, que revelou uma significativa defasagem de efetivo. A análise apontou a necessidade urgente de pelo menos cinco agentes de polícia, dois escrivães e três auxiliares de necropsia para o bom funcionamento da unidade.
Em diligências subsequentes, o Promotor de Justiça também encontrou um ofício do Delegado-Geral da Polícia Civil, Dr. José Henrique Maciel Ferreira, datado de 5 de março de 2024, direcionado ao Procurador do Estado do Acre, Dr. João Paulo Aprígio de Figueiredo. O documento trata da reposição de efetivo na Delegacia Geral de Polícia Civil de Manoel Urbano/AC e menciona a possibilidade de abertura de uma nova turma para o curso de formação de policiais.
O MPAC também abordou a escassez de efetivo na região do Juruá, mais especificamente na regional de Cruzeiro do Sul. Em 2023, os próprios policiais civis relataram a falta de recursos humanos e as precárias condições de trabalho, o que levou o Sindicato a apresentar uma proposta de notícia de fato à Promotoria de Cruzeiro do Sul. A situação se agravou em 2025, com a exoneração de um delegado em Cruzeiro do Sul e o afastamento do delegado Railson de Feijó, que assumiu a Prefeitura de Feijó.
O concurso de 2017, que segue válido até 16 de março de 2025, já identificou a necessidade de convocação de servidores. O MPAC destaca que, apesar dessa demanda, o Estado ainda não tomou providências para convocar os candidatos aprovados. Em novembro de 2024, um processo SEI gerado pelo Gabinete do Delegado-Geral da Polícia Civil do Acre indicou a necessidade de um novo concurso público para diversos cargos, incluindo os de delegado, agente e escrivão. O Delegado-Geral solicitou, nesse processo, a convocação de 61 candidatos aprovados no concurso de 2017 para dar início ao curso de formação.
Promotoria de Justiça reforçou que a convocação de candidatos é urgente, já que há necessidade de provimento das vagas revelada dentro do prazo de validade do concurso. O MPAC cobrou informações e providências do Estado sobre a convocação de 6 delegados, 9 escrivães e 47 agentes aprovados, considerando que já há a NECESSIDADE do provimento de vagas REVELADA dentro do prazo de validade do concurso a fim de suprir a carência de efetivo e melhorar a estrutura da Polícia Civil no Acre.
Sead promove capacitações para qualificação dos servidores estaduais
Com o objetivo de ampliar a qualificação profissional e aprimorar a gestão pública, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Administração (Sead) e do seu Departamento de Formação e Capacitação do Servidor (Decap), realizou nesta semana uma série de cursos voltados ao aperfeiçoamento técnico de servidores estaduais.
As capacitações abordaram temas relacionados à administração pública, como gestão de pessoas, compras governamentais, atendimento ao cidadão e acompanhamento de convênios federais, contribuindo para o aprimoramento das rotinas administrativas e dos serviços prestados à população.
Capacitação de Recursos Humanos voltada para a gestão estratégica. Foto: Maria Lídia Souza/Sead
Entre os cursos ofertados esteve Gestão Estratégica de Recursos Humanos, iniciado dia 10 e finalizado nesta sexta-feira, 13. A formação foi direcionada a profissionais de Recursos Humanos, gestores e administradores que atuam em processos de gestão de pessoas no âmbito do governo estadual.
Durante o curso, foram abordados temas como fundamentos da gestão estratégica de pessoas, planejamento estratégico de recursos humanos no serviço público, recrutamento e seleção, treinamento e desenvolvimento, além de gestão de desempenho, inclusão e diversidade.
A capacitação foi conduzida pela instrutora Catarina Valente de Freitas, gestora de políticas públicas e especialista em gestão estratégica de pessoas. “O curso foi pensado para promover o desenvolvimento de competências que incentivem o planejamento e a implementação de práticas de gestão estratégica de recursos humanos no serviço público. Durante a formação, também abordamos a evolução da administração de pessoal para a gestão estratégica de pessoas. Quando isso acontece, a área passa a integrar o planejamento organizacional e contribui para o desenvolvimento de políticas públicas que melhoram a qualidade dos serviços oferecidos à sociedade”, afirmou.
Para a chefe da Divisão de Vida Funcional dos Servidores da Sead, Luziane Barros, a capacitação trouxe uma nova perspectiva sobre a atuação na área de recursos humanos. “Trabalho há três anos no RH da Sead, mas toda a minha experiência profissional era voltada para licitação e processos. O curso foi além das técnicas administrativas e trouxe uma reflexão sobre o cuidado com as pessoas. Percebi que gerir recursos humanos é lidar com talentos, sonhos e histórias. Saio dessa formação mais preparada para contribuir com minha equipe e com os servidores que atendemos”, relatou.
Outro curso realizado foi Capacitação em Compras e Contratos – Implantação do Novo Sistema de Compras do Governo do Estado do Acre, no laboratório de informática do Decap.
Capacitação sobre o Sistema de Compras realizada para servidores da Secretaria de Educação. Foto: Ingrid Andrade/Sead
A formação orientou servidores públicos sobre a utilização do Sistema de Compras do Estado, abordando desde o planejamento das aquisições até a fase pós-licitação. Entre os conteúdos apresentados estiveram a formalização da demanda, elaboração de documentos técnicos, cotação de preços, emissão de pareceres e utilização de assinaturas digitais.
A instrutora Gleycinaira Rocha explicou que a capacitação faz parte do processo de implantação do novo sistema, obrigatório desde janeiro de 2026 para todos os órgãos da administração direta e indireta do Estado. “Este é mais um curso sobre o Sistema de Compras. Hoje estamos com a Secretaria de Educação em um momento voltado à implementação da ferramenta, com espaço para esclarecimento de dúvidas e acompanhamento técnico. A Secretaria de Administração, em conjunto com a Diretoria de Modernização, tem realizado esse processo de implantação assistida para trazer mais segurança aos servidores”, disse.
O treinamento contou com a participação das instrutoras Gleycinaira Rocha, Rafaela Marques de Andrade Maranhão e Mara Clícia Eugênio Rosas. Foram realizadas três turmas entre os dias 9 e 11 de março, atendendo servidores de diversos órgãos estaduais.
Também ocorreram turmas específicas para o Corpo de Bombeiros, no dia 9 de março, e para a Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), nos dias 11 e 12 de março. Foto: Maria Lídia Souza/Sead
Também integrou a programação o curso Operacionalização de Convênios Federais por meio da plataforma Transferegov.br – App Fiscalgov.br, voltado a gestores e técnicos envolvidos na captação e execução de recursos federais. A formação ocorreu na sala de treinamento da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan) e foi ministrada pelos instrutores Edemilson Pereira dos Santos e Gerffyrson Jhon de Souza Soares.
Durante a capacitação, os participantes conheceram as funcionalidades do aplicativo Fiscalgov.br para o monitoramento de convênios federais, incluindo autenticação e perfis de acesso, registro de fiscalizações com georreferenciamento, gestão de mensagens e sincronização de dados com a plataforma Transferegov.br.
A programação também incluiu cursos voltados ao atendimento ao cidadão, realizados no auditório da Organização em Centros de Atendimento (OCA), em Rio Branco.
Diretora da OCA, Fran Britto conduziu o curso Política de Atendimento com Qualidade. Foto: Ludymila Maia/OCA
Entre os temas apresentados estiveram Política de Atendimento com Qualidade, ministrado pela instrutora Fran Brito; Central de Serviço Público – Estrutura de Funcionamento, conduzido pela instrutora Rayana Siqueira; Sistema de Gestão da Qualidade, apresentado pela instrutora Sâmia Nogueira; e Linguagem Simples no Atendimento Público, ministrado pelo instrutor Antonio Junior Rodrigues da Silva.
Rayana Siqueira conduziu o curso sobre a Central de Serviço Público – Estrutura de Funcionamento. Foto: Ludymila Maia/OCA
As formações abordaram temas relacionados à qualidade no atendimento ao cidadão, padronização de processos, integração entre órgãos públicos e uso de uma comunicação mais clara e acessível no serviço público.
Sâmia Nogueira conduziu o curso sobre o Sistema de Gestão da qualidade. Foto: Ludymila Maia/OCA
A servidora da OCA Naomi Sá deu seu depoimento sobre o ciclo de capacitações que foram realizadas também na OCA: As capacitações têm sido uma experiência muito enriquecedora para mim. Como servidora da OCA, participar desses momentos de aprendizado é muito importante porque nos ajuda a entender melhor o funcionamento da instituição, os processos e, principalmente, a forma como devemos atender a população com mais qualidade e atenção.
Antônio Silva foi o instrutor do curso Linguagem Simples no Atendimento ao Público. Foto: Ludymila Maia/OCA
As iniciativas integram a política permanente de formação promovida pela Sead, por meio do Decap, que oferece capacitações aos servidores estaduais e contribui para a melhoria da gestão pública no Acre.
Prefeitura de Cruzeiro do Sul usa 60 toneladas de asfalto na sexta-feira e sábado na operação tapa-buracos
Neste sábado,14, a Prefeitura de Cruzeiro do Sul, por Meio da Secretaria Municipal de Obras, Desenvolvimento Urbano e Habitação, juntamente com o Departamento de Limpeza Pública, seguiu com serviços de tapa-buracos e de limpeza em diversos bairros da cidade.
Na sexta-feira, 13 e neste sábado foram utilizadas 60 toneladas de asfalto nas Avenidas Copacabana e 25 de Agosto e nos bairro do Cruzeirinho Novo, Estrada do Tiro ao Alvo,Cruzeirão, Conjunto Vale dos Buritis e nas proximidades do antigo terminal rodoviário do município.
Os serviços de limpeza, roçagem e retirada de entulhos acontecem nos bairros São Francisco, Avenida Lauro Muller e Polo Moveleiro. Também são realizados na Rua Espírito Santo, Bairro do Cruzeirão, serviços de drenagem e limpeza de córregos.
“Realizamos sexta e sábado nossos serviços de tapa-buracos e limpeza em vários bairros de nossa cidade. Utilizamos 60 toneladas de asfalto, recuperando nossas ruas, já sanamos a maior parte dos buracos causados pelo forte inverno que tivemos. O prefeito Zequinha tem feito todo o esforço para melhorar nossa infraestrutura e dar melhores condições de mobilidade aos nossos condutores e pedestres”, enfatizou o Secretário de Obras, Carlos Alves.
Curso no Vale do Juruá capacita agentes em treinamento de cães para busca, proteção e apoio policial
Um curso voltado ao treinamento e manejo de cães de trabalho está sendo realizado no Vale do Juruá, reunindo agentes de segurança e pessoas interessadas na área cinófila. A capacitação envolve profissionais que atuam com cães em atividades como faro, detecção de drogas e apoio em ações de segurança.
A iniciativa também conta com a participação do Canil Terra do Juruá, projeto que desenvolve treinamentos com cães na região. O objetivo é ampliar os conhecimentos e aprimorar as técnicas utilizadas no trabalho com os animais.
Conforme o capitão da reserva da Polícia Militar do Acre, Cledson, o curso busca introduzir novas metodologias de treinamento utilizadas por forças policiais em diferentes partes do mundo.
Ainda segundo ele, atualmente já são desenvolvidos treinamentos com cães voltados para o faro, principalmente na detecção de drogas e armas de fogo. No entanto, a proposta agora é incluir um novo modelo de preparo na área cinófila, voltado para cães de busca, guarda e proteção, baseado na técnica conhecida como Mondioring.
O Mondioring é um método internacional de treinamento que prepara os cães para situações mais próximas da realidade enfrentada por equipes de segurança. A técnica permite que o animal atue tanto em patrulhamento quanto na proteção das equipes durante operações.
Ainda conforme o capitão, a principal diferença está na função desempenhada pelo animal. Enquanto muitos cães de faro são treinados apenas para localizar substâncias ou objetos, os cães preparados para guarda e proteção também podem acompanhar a guarnição nas ações.
A proposta, segundo ele, é contar com um cão que trabalhe integrado à equipe, auxiliando nas atividades de patrulha e contribuindo para a segurança dos agentes durante as operações.
Prefeitura de Cruzeiro do Sul lança 6ª edição da Feira do Peixe no Mercado João Machado
A Prefeitura de Cruzeiro do Sul, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento, realizará o lançamento da 6ª edição da Feira do Peixe.
O evento acontecerá no dia 18 de março, a partir das 8h30, no Mercado João Machado, localizado no bairro do Remanso.
A iniciativa tem como objetivo apresentar oficialmente mais uma edição da feira, que já se tornou tradicional no município, reunindo produtores, comerciantes e a população em um espaço voltado para a comercialização de peixes e fortalecimento da produção local.
Operação ambiental aplica mais de R$ 3 milhões em multas por desmatamento no Acre
Uma força-tarefa ambiental realizada no Acre aplicou mais de R$ 3,4 milhões em multas por desmatamento em apenas sete dias de operação. As ações também resultaram no embargo de 684,6 hectares de áreas degradadas e na apreensão de madeira extraída ilegalmente, reforçando o cenário de redução do desmatamento no estado, que já superou em 43% a meta estabelecida para 2025.
Os resultados fazem parte da Operação Amburana, iniciada em 23 de fevereiro para intensificar o combate ao desmatamento ilegal em áreas consideradas críticas.
Somente na primeira semana de atuação, as equipes fiscalizaram 94 alertas de desmatamento identificados por sistemas de monitoramento por satélite.
Durante as ações, foram embargados 684,665 hectares, apreendidos 24 metros cúbicos de madeira ilegal e aplicadas multas que somam aproximadamente R$ 3,4 milhões.
A operação integra o Sistema Integrado de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (SIMAMC) e reúne equipes da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac).
A fiscalização ocorre a partir de alertas gerados por monitoramento via satélite, o que permite que as equipes atuem de forma mais rápida nas áreas onde há indícios de desmatamento.
Os resultados da operação ocorrem em um momento em que o Acre apresenta avanço no controle da devastação florestal. Dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes) indicam que, no ano florestal de agosto de 2024 a julho de 2025, o estado registrou cerca de 320 km² de área desmatada.
O número ficou 252 km² abaixo da meta prevista, que era de aproximadamente 572 km², representando uma redução de 43% em relação ao limite estabelecido pelo Plano de Prevenção, Controle de Desmatamento e de Queimadas do Acre (PPCDQ). Segundo o chefe do Departamento de Fiscalização Ambiental do Imac, Daniel Valle, a atuação integrada entre os órgãos tem fortalecido a resposta aos casos de desmatamento ilegal.
“Quando diferentes instituições trabalham de forma articulada, conseguimos ampliar a presença do Estado nas áreas críticas e dar resposta rápida aos alertas de desmatamento”, afirmou.
Rio Branco iguala a fatura com Galvez e provoca jogo da volta das semifinais
MANOEL FAÇANHA
Tudo igual. Rio Branco e Galvez ficaram no empate no primeiro jogo das semifinais do Campeonato Acreano Sicred. Neste sábado (14), no estádio Tonicão, o Imperador Galvez chegou ainda a abrir o placar com o capitão Diego, mas cedeu o empate ao time estrelado, através de uma finalização do zagueiro Saulo.
Com o resultado de igualdade no primeiro confronto das semifinais, as duas equipes retornam a campo na próxima quarta-feira (18), no estádio Tonicão. Um empate garante o Galvez na decisão do estadual, enquanto somente a vitória interessa ao time estrelado.
Resumo do jogo
O primeiro jogo das semifinais começou o Galvez mais prepositivo e presente no campo do Rio Branco. Porém, o Estrelão, aos poucos, deixou a timidez de lado e equilibrou as ações.
Com mais posse de bola, o Rio Branco quase foi surpreendido aos 36 minutos. No jogo aéreo, a defensiva estrelada bateu cabeça e o atacante Caíque testou e a bola explodiu no travessão. Quase!
Um minuto depois, o meia estrelado Tiago Dunha avançou e soltou o pé de fora da área para a boa defesa do goleiro Matheus.
Um gol para cada lado
O zagueiro Saulo marcou o gol de empate do Rio Branco diante do Galvez. Foto/Manoel Façanha
Na volta dos vestiários, o Rio Branco iniciou a partida no campo do Imperador Galvez e buscando abrir a fatura. O atacante Lobinho pegou uma sobra de bola e finalizou no cantinho da meta do gol do Imperador, mas o goleiro Matheus fez espetacular defesa.
O Galvez respondeu na sequência. O meia Patrocínio fez uma puxeta na entrada da área estrelada e a bola sobrou livre para o capitão/zagueiro Diego abrir o placar do jogo, aos 7 minutos.
Um minuto depois, o Rio Branco quase igual a fatura no jogo aéreo, mas ninguém conseguiu empurrar a bola para a rede.
O Imperador não deixou barato e quase anotou o segundo gol numa finalização ocorrida na pequena área do zagueiro Bebê, mas a bola passou sobre o gol do goleiro Anderson.
O jogo era lá e cá e o Rio Branco chegou ao empate após outra bola parada. O meia Thiago Dunha mandou a bola para área imperialista e a defesa não cortou. O ataque estrelado desviou e a bola ficou no travessão e na sobrou o zagueiro estrelado Saulo entrou com bola tudo. Tudo igual: 1 x 1.
Com a igualdade no placar, os dois times tentaram sair para o jogo, mas tinha dificuldades no setor criação e pouquíssimo arriscavam a finalização ao gol.
Nos minutos finais, o Rio Branco ainda perdeu o volante Leonardo, expulso, após falta fora do lance.Com isso, o técnico Ulisses Torres terá mais uma dor de cabeça para escalar o time estrelado para o jogo da volta.
Opiniões
O técnico estrelado Ulisses deixou o campo sereno e declarou que o momento será descanso e muito trabalho para o time retornar mais forte para o segundo jogo das semifinais.
Por outro lado, o capitão imperialista Diego deixou o campo irritado. O atleta reclamou muito do trio de arbitragem da partida. “Foi uma arbitragem muito ruim e cheia de erros”, esbravejou o zagueiro.
Ataque a tiros em frente a escola deixa alunos e professora baleados
Um ataque a tiros em frente a uma escola municipal deixou dois alunos e uma professora baleados na última sexta-feira (13) em Itaperuna, no Noroeste do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, dois homens em uma motocicleta passaram atirando contra um grupo que estava próximo à unidade de ensino, localizada no bairro Cehab. As informações são do jornal Extra.
De acordo com as investigações, quatro pessoas foram alvo dos disparos. Três delas foram atingidas — entre elas dois estudantes e uma professora — e foram encaminhadas a um hospital da região, onde permanecem internadas em recuperação.
Uma das vítimas relatou aos investigadores que estava no portão da quadra da escola quando parou para entregar um cigarro a um colega. Nesse momento, os dois homens chegaram de moto e efetuaram vários disparos na direção do grupo.
Após o ataque, os suspeitos fugiram e ainda não foram localizados.
O caso é investigado pela 143ª Delegacia de Polícia de Itaperuna. Segundo a Polícia Civil, diligências estão sendo realizadas desde o dia do crime para identificar a motocicleta utilizada e localizar os autores dos disparos.
Oito anos após morte de Marielle e Anderson, Moraes manda transferir condenados para presídio
Oito anos após o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a transferência de dois condenados pelo crime para o sistema prisional do Rio de Janeiro. A decisão foi publicada neste sábado (14). As informações são da Agência Brasil.
Com a determinação, Domingos Brazão e Rivaldo Barbosa passarão a cumprir pena no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, localizado no complexo penitenciário de Complexo de Gericinó, na zona oeste da Rio de Janeiro.
Atualmente, os dois estavam em presídios federais fora do estado. Rivaldo Barbosa cumpre pena na penitenciária federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, enquanto Domingos Brazão está detido no sistema federal em Porto Velho, em Rondônia.
Na decisão, Moraes afirmou que os condenados haviam sido enviados ao sistema penitenciário federal por integrarem o topo de uma estrutura criminosa considerada violenta, o que representava risco de interferência nas investigações. Segundo o ministro, esse cenário mudou após o avanço do processo.
“As razões que embasavam a custódia preventiva perderam força, uma vez encerrada a fase de instrução e estabilizadas as provas”, registrou o magistrado no documento.
No mês passado, a Primeira Turma do STF definiu as penas dos envolvidos no crime que ocorreu em 2018 e teve grande repercussão nacional e internacional.
Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, e seu irmão, Chiquinho Brazão, ex-deputado federal, foram condenados a 76 anos e três meses de prisão por organização criminosa, duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio contra Fernanda Chaves, assessora de Marielle que sobreviveu ao atentado.
Já Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, recebeu pena de 18 anos de prisão pelos crimes de obstrução de Justiça e corrupção passiva. Apesar de ter sido denunciado pelas mortes de Marielle e Anderson, ele acabou absolvido dessas acusações.
Outros envolvidos também foram condenados. O major da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Ronald Alves de Paula, recebeu pena de 56 anos de prisão, enquanto o ex-policial militar Robson Calixto foi condenado a nove anos.
Os réus também devem perder os cargos públicos após o trânsito em julgado da condenação, quando não houver mais possibilidade de recurso.
Safra de fevereiro deve passar de 204 mil toneladas e superar produção acreana do ano passado, aponta IBGE
A estimativa de fevereiro de 2026 para a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas é de 204.246 toneladas, segundo dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), elaborado pelo IBGE e divulgados nesta sexta-feira, 13. O resultado já indica um crescimento de 9,2% em relação ao ano anterior, quando o volume foi de 186.972 toneladas.
Área plantada no período analisado também apresentou crescimento, passando de 62.804 hectares para 66.325 hectares. Foto: Rodrigo Guerra/Idaf
A área plantada no período analisado também apresentou crescimento, passando de 62.804 hectares para 66.325 hectares. As maiores produções continuam sendo de mandioca e milho, com 501.922 toneladas e 137.689 toneladas, respectivamente.
A secretária estadual de Agricultura, Temyllis Silva, atribuiu o crescimento da produção ao esforço conjunto de diversos agentes, destacando o papel do governo como fomentador do setor. Segundo ela, o comprometimento do governador Gladson Camelí, da vice-governadora Mailza Assis e do deputado José Luis Tchê, grande incentivador do campo, tem sido fundamental.
“Nada disso seria possível sem a resiliência dos produtores rurais, que enfrentam os desafios climáticos com apoio de assistência técnica, insumos, mecanização e bons projetos”, ressaltou.
Produção de café tem aumentado com investimentos, resultado de parcerias. Foto: Pedro Devani/Secom
Temyllis enfatizou ainda que o Acre tem se destacado nacionalmente, reflexo das ações de incentivo e fortalecimento do setor.
“O estado surpreende em todos os sentidos. Nossos índices estão acima da média brasileira, o que torna a região atrativa para novos investimentos no agronegócio, graças às características únicas que possuímos.”
Metas da Seagri para 2026
– Crescer 12% na produção total;
– Atender 20% mais produtores com extensão rural;
– Expandir à agricultura familiar sustentável e de baixo carbono.
Prefeito de Rio Branco reúne equipe e trabalha na solução do problema do transporte coletivo na capital
Prefeitura reúne equipe, dialoga com trabalhadores e busca solução legal para manter o transporte coletivo em funcionamento na capital
Determinado em encontrar uma solução para o problema do transporte público na capital acreana, o Prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, ao tomar conhecimento do comunicado da empresa Ricco Transporte sobre a paralisação do transporte coletivo neste sábado (14), que afetou 31 linhas, reuniu sua equipe para discutir sobre o problema.
Após analisar toda a situação, e estudar as ações legais que pode estar tomando, o Prefeito determinou que o Superintendente da RBTrans, Coronel Coutinho se reunisse com os trabalhadores do transporte público para ouvi-los, garantindo assim uma solução legal para o impasse e que ainda está ao lado da categoria trabalhando para assegurar o pagamento de seus salários.
“Vamos conversar com o pessoal do sindicato. O prefeito me determinou garantir que os trabalhadores não fiquem sem seus salários. Esta gestão estará sempre ao lado dos que mais precisam”, afirmou o superintendente da RBTrans.
Participaram da reunião o vice-prefeito Alysson Bestene; o Superintendente de Transporte e Trânsito (RBTrans), Cel. Coutinho; o Secretário Especial de Assuntos Jurídicos, Jorge Eduardo; o Secretário Especial de Comunicação, Ailton Oliveira; a Procuradora do Município, Márcia Freitas e o Secretário da Casa Civil, Valtim José da Silva.
O Prefeito de Rio Branco ressaltou ainda que a equipe segue buscando a melhor solução para garantir que a população não fique sem o atendimento do transporte público.